Tios e sobrinhos, uma relação de amizade e contribuição

 

Especialistas ressaltam que relação é leve e confidencial muitas vezes

 

 

Eles passam leveza, estão ali para brincar, curtir um passeio, tirar fotos e dar alguns conselhos importantes. A figura dos tios na vida dos sobrinhos vai além de uma visita no fim de semana, ela surpreende por mostrar tanta afinidade e carinho na convivência, sem atrapalhar o papel fundamental dos pais na formação social e educacional dos filhos.

 

 

“Os tios não têm uma convivência diária com a criança e, portanto, essa relação é mais leve. Não são eles quem impõe limites, disciplina e regras diárias. Por conta dessa leveza na relação, abre espaço para o tio ser amigo, ouvinte e conselheiro, inclusive, para questões em que as crianças e os jovens não se sentem à vontade para dividir com os pais”, detalha a psicóloga Andreia Zanetti Poli.

 

 

A especialista reforça ainda que os tios podem ter esse papel, mas sempre respeitando a base familiar dos pais, não criticando e nunca aconselhando atitudes que não sejam compatíveis com a educação familiar. “Dessa maneira, os tios estariam contribuindo para a educação, princípios passados pelos pais e contribuindo para ao crescimento da criança, numa relação mais proveitosa entre todos.

 

 

Para Elisangela Guilger Monteiro, mãe de duas crianças e tia de sete sobrinhos, essa relação é muito gostosa, pois cada sobrinho tem uma história especial. “Tenho sete sobrinhos, uma não tenho tanto contato depois que meu irmão se separou. Com os filhos das minhas irmãs tenho liberdade porque elas confiam, além de que as crianças gostam muito de estar comigo e com o meu marido”, declara a tia orgulhosa.

 

 

“Sou aquela tia que brinca, se diverte e participa da vida deles. Tento orientar com relação à escola e algumas decisões para o futuro, como a escolha da faculdade e a experiência de morar no Exterior”, conclui Elisangela.

 

Numa interação diferente, os tios podem ser vistos como uma intermediação da relação de amor e afeto dos avós e a obrigação de educação é dos pais. “As crianças e jovens criam uma relação de confiança com os tios, como se fossem o “irmão mais velho” do núcleo familiar. Elas têm mais coragem de contar as traquinagens para os tios do que para os pais”, detalha a psicanalista e psicóloga Márcia Regina Mendes.

 

 

Na fase da juventude, os filhos tendem a ter um afastamento dos pais e o vínculo com os tios ajuda muito no diálogo sobre alguns temas que eles não conseguem conversar com os pais. “Atendo muitas mulheres na faixa dos 40 anos que lembram o quanto as tias foram importantes e especiais, por exemplo, na fase da primeira menstruação”, explica a psicanalista.

 

 

A proximidade de tios e sobrinhos identifica que a criança tem uma estrutura familiar e que existem uma convivência num núcleo maior, podendo favorecer no futuro o comportamento de adultos menos neuróticos, conforme apontam alguns estudos. “Crianças nesse tipo de relacionamento harmonioso, além do núcleo do pai e da mãe podem ser tornar mais resilientes, autônomos e de grande individualidade”, conclui Márcia Regina.

 

 

Fontes:

 

Andreia Zanetti Poli – psicóloga

 

CRP: 134836

 

Contato: poliandreia@ terra.com .br

 

Marcia Regina Mendes – psicanalista, professora de filosofia, pós-graduada em  Educação e Psicanálise

 

Contato:

 

Site: www.kadmon.com.br

Telefone: 4318-3574

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