Feriado do Dia do Trabalho: uma reflexão sobre coletividade e desenvolvimento

União da sociedade  em defesa dos direitos e o equilíbrio econômico são fundamentais

 

 

 

Viver o dia 1º de maio, data a qual se comemora o Dia do Trabalho, é voltar a reflexão para o sentido real dessa atividade que, necessariamente, foi pensada para funcionar e dar resultados de modo coletivo.

 

 

A coordenadora do curso de Ciências Sociais da Universidade Metodista de São Paulo, Claudete Pagoto, detalha que é fundamental a permanente discussão, para que as pessoas tenham consciência de que o trabalho é elemento fundamental para a moralidade, e que ele também é visto como direito de todos.

 

 

“Durante algumas décadas – entre os anos de 1970 e 1980 – houve algumas mudanças no processo de trabalho devido à crise econômica. Isso provocou a criação de sindicatos para garantir a manutenção e o equilíbrio econômico. De lá para cá, vem acontecendo a chamada reestruturação da produção, que afetou o Brasil com novas formas de atuação do trabalho, o chamado modelo japonês, como por exemplo, as montadoras –implantados na década de 1990”, detalha a professora.

 

 

Nesta década de 1990 surge uma classe mais jovem, que não participou de maneira direta da redemocratização, mas que passa a atuar com força em defesa da execução dos direitos constitucionais. “Faz 30 anos do processo de redemocratização e o trabalho é colocado como função do Estado, muito concentrado na classe política sindical, que se desloca para outros estados. A reestruturação produtiva veio num momento em que há o assento dos direitos do trabalho, introduzindo a tecnologia, mas também provocando uma crise no Brasil devido à retirada de direitos, terceirização e reformas sindicais. Para garantir o nível de uma dinâmica econômica mais produtiva é necessário diminuir custos e avançar em defesa dos direitos”, explica Claudete Pagoto.

 

 

Por fim, a especialista reforça que o atual momento do trabalho no Brasil acena para a união de classes dirigentes, formação de alianças de setores que apoiem os direitos dos trabalhadores e uma classe média cada vez mais sensível para a causa. “O desenvolvimento só vai existir quando o trabalho for valorizado a partir de uma análise mais humanizada. Um passo para isso iniciou quando as pessoas passaram a ter direitos nos seus trabalhos. Quando se tira esses direitos elas se sentem desprotegidas até da condição de viver e morrer dignamente.”

 

 

 

Fonte

 

Claudete Pagoto - coordenadora do curso de Ciências Sociais da Universidade
Metodista de São Paulo

 

Contato: 4366-5644

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